Camafeus - Acessórios modernos


Depois dos anos 1980 e 1990 tomarem as ruas, chegou a vez da Belle Époque dominar o universo fashion. O período, que compreende o final do século 19, serviu de referência para várias casas de luxo comporem sua primavera/verão 2020, entre elas Alexander McQueen, Erdem, Burberry, Marc Jacobs, Christian Dior, Chloé, Comme des Garcons e Christopher Kane. 

De olho na movimentação, a cantora Rihanna resolveu dar um toque vintage em sua grife, a Fenty, ressignificando os camafeus. 

Os itens são feitos em resina e vidro (modelados, digitalizados e impressos), aprimorados com pequenas pérolas e pedras. A coleção tem brincos, anéis e até um broche que se converte em pingente. “É um emblema de destemor, elevação, criatividade e alegria, tudo o que Fenty representa”, disse a grife em comunicado.

Coleção tem brincos, anéis e até um broche que se converte em pingente. A peça principal é impressa em resina e depois pintada. Itens recebem aplicação de pedras e pérolas. As imagens são fotos de divulgação do instagram da grife: @fenty

Usados na linguagem cabalística como quadrados mágicos, os camafeus, em forma de broches e pingentes, a princípio, representavam antigos guerreiros e governantes. Já na Grécia Antiga, o acessório era usado pelas mulheres para transmitir que elas já estavam aptas a fazer sexo, quando havia a imagem do deus Eros em suas produções.

O papa renascentista Paulo II foi um grande colecionador de camafeus e Napoleão teria usado um em seu casamento. No século 18, quando jovens ricas começavam a viajar, traziam peças que retratavam as ruínas dos países visitados como lembranças, enquanto, no século XIX, todas acrescentavam o item em seus colarinhos para elevar o visual.

  

Nos anos 2000, nomes como Paris Hilton e Sarah Jessica Parker trouxeram o acessório de volta aos holofotes. Atualmente compõe peças de várias grifes também em 2020.

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Fonte: Metropolis